Alba Mariah é uma das grandes intérpretes da música paraense. Ao longo de mais de 40 anos de carreira, entre Belém e anos na Europa, estabeleceu-se como uma voz de destaque na cena da canção popular, com um repertório bastante pautado nos compositores brasileiros e paraenses.
É com essa força que ela faz o show da edição de junho do Circular Campina Cidade Velha, no palco da Praça do Carmo. Não será a estreia da artista no projeto, mas será a primeira vez na apresentação de encerramento, dentro da curadoria do projeto.
“Eu fiquei muito feliz com o convite. Estou realmente radiante porque eu sempre quis cantar neste palco do Circular, mas as agendas não batiam. Ser lembrada como nome da música, como artista atuante, com 44 anos [de carreira] e 60 de vida, fazer parte de um projeto tão longevo como o Circular, tão importante para a nossa cidade e para a nossa economia, é muito gratificante ter esse reconhecimento”, disse Alba.
“Reconheço a importância, a significância do projeto Circular e estou preparando um show bonito, leve, e espero que as pessoas compareçam, que gostem dessa entrega que eu faço. Qualquer palco é a mesma entrega de sempre, o mesmo carinho, o mesmo coração, a mesma alma. E, no domingo, na Praça do Carmo, espero que as pessoas se envolvam com essas músicas, com essas referências, como eu me envolvo com elas também”.

Repertório é um desfile de talentos da música amazônica
Alba Mariah estará ao lado dos músicos William Jardim (guitarra), Taylan (baixo), Tomas Vieira (bateria) e Tiago Amaral (clarinete), para fazer um show que evoca especialmente compositores paraenses.
“Eu vou misturar um pouco do ‘Flor do Grão Pará’, que é um trabalho que eu fiz no teatro em homenagem a Belém, onde reúno vários compositores consagrados e novos compositores, e um pouco do ‘Rastro de Saudade’, que é o meu último álbum, onde lancei oito músicas do Chico Sena. Vou fazer essa mescla, temperar essas duas fontes de músicas lindas e colocar para o público”, adianta.
Alba detalha: “Então vai ter Paulo André e Rui Barata, vai ter Carla Cabral, Marcelinho, vai ter um samba com o qual eu concorri no concurso de sambas da Grande Rio para o Carnaval, que é o samba do Bole Bole. E misturar um pouco desses trabalhos com compositores nacionais também nesse molho.”

Cantora lançou álbum em homenagem ao irmão Chico Sena. “Rastro de Saudade” apresenta a uma nova geração a obra desse compositor fundamental da música popular paraense.
“Em 2026, faz 40 anos que Chico partiu. É uma data muito importante, esse seis, esse giro todo que a gente faz com o tempo. Então, estou vivendo um momento muito bom da minha carreira, porque estou fazendo coisas paralelas à música que estão dando muito certo”, diz.
Não é só isso. Cheia de planos, a cantora pretende fazer, ainda este ano, grandes homenagens como a do 80 anos de Belchior, Gonzaguinha e Maria Bethânia, além de reviver a experiência de cantar Milton.
“O próximo show será ‘Flor do Mundo’, que é sobre o sagrado feminino, só com compositoras ou compositores com parceiras mulheres. Então, é um trabalho em que vou falar das minhas raízes, do sagrado feminino que eu cultuo e mostrar a potência das mulheres do Norte.”
Mais de 40 espaços
O Circular deste domingo, 7 de junho, traz programação nos bairros da Cidade Velha, Campina e Reduto. Desta vez, são 44 espaços culturais abertos, entre institucionais, independentes e roteiros a pé.
O projeto tem patrocínio do Banco da Amazônia, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, Alubar e Lojas Renner, com apoio da UFPA, Fórum Landi e Mercedários.
Circular Apresenta – Alba Mariah
Neste domingo, 7 de junho, às 18h30, na Praça do Carmo, Cidade Velha. Aberto e livre para todos os públicos.
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Texto: Aline Monteiro | Edição: Luciana Medeiros