O rolê do centro histórico neste domingo, 7 de dezembro, é participar da 59a edição do Circular. Das 8h às 20h, tem arte, economia criativa, gastronomia, cultura ribeirinha, quilombola, indígena. O patrocínio master é do Banco da Amazônia, via Lei Rouanet do Governo Federal e da Lojas Renner, com apoio da UFPA. São mais de 40 espaços abertos nos bairros históricos de Belém, Campina, Cidade Velha e Reduto.
Na Cidade Velha, o Circular Apresenta vai deixar o domingo mais quente ainda, com o show Amazônia Afro Caribenha, do Veropa Sessions, formado por Rafael Guerreiro (guitarra), Marcelo Cardoso (saxofone), Emmannuel Penna (bateria) e Dangle Freitas (baixo), na Praça do Carmo, a partir das 18h30.
O grupo acabou de circular por diversas cidades do Norte, chegando ao Piauí, no Nordeste e a Cuiabá, no mato Grosso, Centro Oeste do país. Os músicos levaram na bagagem a mistura da música paraense flertando com o jazz e a música afro caribenha. Já viu, né? Ninguém fica parado.
Também na Praça do Carmo, das 9h às 18h, estará presente o Ecoponto Circular, em parceria com o Mulheres Por Elas Belém e Loja Renner. Para participar da ação, é simples: basta levar sua doação em bom estado, sendo seis peças de roupa, ou dois pares de sapato ou um kit com shampoo 2 em 1 e um desodorante ou sabonete.
As doações passam por uma triagem e ao final, quem colaborou uma ecobag exclusiva e também um exemplar da Revista Circular na versão impressa, entregue como brinde especial.
A Revista Circular saiu em novembro, como edição impressa especial da COP 30. Com mais de 80 páginas e mais de 10 reportagens, a revista contou com uma equipe de jornalistas experientes e coordenação editorial da jornalista Luciana Medeiros, diretora de comunicação da Associação Circular, e uma das idealizadoras da publicação, que surge em 2016, com incentivo de Makiko Akao e projeto gráfico de Márcio Alvarenga.
“Sempre foi um sonho para nós, ter a versão impressa. Fizemos 9 edições digitais, e ainda não tínhamos tido a oportunidade de um patrocínio, como agora tivemos com a Renner”, diz Makiko Akao, idealizadora do projeto Circular.
As pautas passam pelas novidades culturais de Belém, entrevista com a liderança indígena Priscila Tapajowara, e com o fotógrafo Miguel Chikaoka, reportagens sobre o Cinema Olympia, entre outros temas. A tiragem de 1 mil exemplares, com parte já distribuída durante a COP 30. Bilíngue, a Revista Circular estará na circulação. Exemplares poderão ser trocados por doações no Ecoponto Circular e MPE e em alguns espaços abertos no circuito desta edição.
Nesta edição, também vamos realizar a 14ª edição do Circuitinho, que leva os pequenos, pela manhã, a conhecerem a Praça dos Estivadores, indo até o Porto Futuro 2. O percurso conta com acessibilidade em Libras , muita contação de histórias e memórias. Tudo regado a música.
E no final da manhã, na Campina, a cantora Gigi Furtado apresenta “Sambas e Música Amazônica” no palco do Circular Apresenta, às 11h30, na Rua Carlos Gomes, com a Presidente Vargas. Educadora, atriz e cantora, Gigi tem formação erudita, mas hoje é na música popular que ela atua e desenvolve seu trabalho com o canto.
Novidades da edição – novos parceiros e espaços culturais
Entre as novidades da edição, além da revista, está a primeira participação do recém-inaugurado Centro Cultural Banco da Amazônia, na Presidente Vargas, que integra o roteiro do Circular com duas exposições que dialogam diretamente com arte, território e tempo presente. A visitação é gratuita.
“Clima: O Novo Anormal” propõe uma experiência imersiva que combina arte e ciência para discutir a crise climática global. Com projeções, dados, imagens e atmosferas sensoriais, a mostra aproxima o visitante dos impactos ambientais e dos desafios que marcam o futuro do planeta.
Já a exposição “Habitar a Floresta” reúne obras e projetos que refletem os modos de vida, saberes tradicionais e práticas contemporâneas que emergem da relação direta com o território amazônico — um convite a pensar como se cria, se vive e se constrói a partir da floresta.
Outra novidade é a adesão do Sesc-Pa por meio do Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso – Campina – que abre suas portas o domingo do Circular todo com uma programação variada, a partir das 9h, que envolve literatura, música, contação de histórias e exposições. Tudo gratuito.
O Museu da UFPA, situado no bairro de Nazaré entra na programação, em caráter especial, recebendo dois parceiros antigos do Circular, o Ateliê Jupati e o Roteiro Geoturistico que chegará no palacete após sua rota pelo Umarizal. No Reduto, o projeto dá as boas vindas de volta a Casa do Fauno, que chega com uma programação reforçada.
E neste domingo também estará aberto ao público o Museu Casa Francisco Bolonha, que fica no Palacete Bolonha, ex-residência do engenheiro Francisco Bolonha e sua esposa Alice. Inserido no contexto do Memorial dos Povos imigrantes, o palacete abriga também a secretaria de cultura e turismo do municipio, ex-Fundação Cultural de Belém, a Fumbel.
Na Campina, há exposições, feiras criativas, degustações, oficinas e almoços afetivos. Na Kamara Kó Galeria – na Campina -, onde nasceu o Circular, haverá Finissage da exposição Amazônia: Confidencial, primeira individual no Brasil de Alessandro Falco. Com um grupo de 38 fotografias produzidas entre 2018 e 2025 em diferentes regiões da Amazônia, o trabalho nasce de anos de viagens realizadas para algumas das principais revistas internacionais.
A Assembleia Paraense abre a mostra Do Pará que Forma Olhares; a Fotoativa espalha fotografia, oficinas e projeções pela Praça das Mercês; enquanto espaços como Avintura, Balata, Casa Igá e Tapi-Óka montam uma rota gastronômica que atravessa sabores amazônicos, música e encontros.
Na Cidade Velha, convivem tradições, novas criações e memória urbana. Degustações, feirinhas, exposições de artistas contemporâneos. O Fórum Landi se abre para visitas à Maquete do Centro Histórico no Fórum Landi. Já no Centro Cultural do Seu Bené a ação é de arrecadação de brinquedos para crianças que vivem no beco do Carmo.
Os museus do Feliz Lusitânia também abrem e formam um circuito robusto, com diversas exposições. Já o Reduto oferece um domingo de calma e descobertas: oficinas, exposições fotográficas, cafés, feirinhas. Atividades gratuitas, múltiplos horários e ações simultâneas. O 59º Circular celebra a cidade pela circulação: pelas ruas, pelos encontros, pelas histórias e pela potência criativa que Belém carrega em cada bairro.
Acesse a programação completa aqui no site, na aba edições.