O projeto Circular Campina Cidade Velha oferece, no próximo dia 19 de agosto, a oficina “Mapa do Afeto: memórias e referências simbólicas do centro histórico de Belém”. Parte da contrapartida social do projeto, viabilizado pela Lei Rouanet, a oficina é uma atividade de educação patrimonial que articula memória, lugar e referências culturais do Centro Histórico de Belém (CHB).
A ação, que será realizada na Praça do Carmo, na Cidade Velha, é voltada aos trabalhadores informais e à comunidade do bairro, e também aos parceiros da Associação Circular. Os interessados poderão se inscrever gratuitamente para participar, a partir de link divulgado na bio do Instagram @circularcampinacidadevelha.
Vão atuar como facilitadoras da ação: a pedagoga e produtora cultural Luci Azevedo, presidente da Associação Circular e idealizadora do Circuitinho Circular, projeto de educação patrimonial para crianças; a Mestra Professora de Geografia, Magaly Caldas, integrante da equipe do Circuitinho Circular; e a Mestra Geógrafa Nabila Pereira.

Escuta sensível para construção coletiva de sentidos
Por meio de diálogo, os participantes serão instigados a revisitar suas experiências pessoais com o Centro Histórico de Belém, a fim de identificar as referências simbólicas que têm desse território. Ao final, a ideia é construir um grande mapa afetivo do lugar, baseado em trajetórias e lembranças que se conectam aos espaços, práticas e elementos culturais do centro.
A partir de uma escuta sensível, a busca é por uma construção coletiva de sentidos e significados a respeito do Centro Histórico. Tudo a partir das reflexões feitas em grupo sobre o patrimônio cultural como parte das trajetórias afetivas e identitárias dos participantes.
“Além de colher informações e das trocas de experiências, a oficina também tem como papel principal a educação, o respeito e a preservação dos patrimônios históricos junto com essas pessoas que moram e trabalham no Centro Histórico de Belém”, diz Magaly Caldas.
Ela explica a dinâmica que será usada na atividade: “Pode-se dizer que vai ser uma aula sobre Patrimônio Histórico, onde as oficineiras, de forma interativa, vão colher informações de como se dá a relação dos inscritos (comunidade, trabalhadores informais da Cidade Velha e parceiros do Circular) com o patrimônio histórico de Belém”, detalha.
Os resultados devem ser disponibilizados, posteriormente, nos canais de comunicação do Projeto Circular, como uma contribuição para o reconhecimento das múltiplas formas de apropriação do patrimônio cultural em Belém, e fortalecendo o sentimento de pertencimento e valorização da cidade.

Sobre o Circular Campina
Com origem na sociedade civil, o Projeto Circular Campina Cidade Velha foi criado em 2013, por iniciativa de um pequeno grupo de agentes culturais independentes instalados no Centro Histórico, com o objetivo de resgatar as relações de vizinhança desses bairros, impactados por problemas de violência e ausência das políticas públicas. Atualmente, formalizado como uma organização social, reúne mais de 40 espaços, projetos e ações socioculturais em atuação nesse território.
O Projeto Circular Campina tem patrocínio do Banco da Amazônia, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal; da Alubar e Lojas Renner. Conta ainda com apoio institucional da Universidade Federal do Pará, por meio do Fórum Landi e do Complexo dos Mercedários.
SERVIÇO
Oficina “Mapa do Afeto: memórias e referências simbólicas do centro histórico de Belém”.
Local: Praça do Carmo — Cidade Velha
Data: 19/08/2026 (quarta-feira)
Horário: 18h30 às 21h
Preço: Gratuito
Inscrições: link na bio @circularcampinacidadevelha.