Circular ganha rua livre neste domingo

A 63ª edição acontece neste domingo, 18, com programação cultural na Campina, Cidade Velha e Reduto. Entre as novidades estão um trecho de rua livre de carros, atividades para crianças e show de Mestre Solano na Praça do Carmo.

O Centro Histórico de Belém volta a receber o Circular Campina Cidade Velha. O projeto reúne espaços culturais, museus, galerias, casarões, artistas, empreendedores e iniciativas independentes em uma programação que atravessa o dia, das 8h às 20h, em diferentes pontos da Campina, Cidade Velha e Reduto.

Realizado excepcionalmente no terceiro domingo do mês, em razão das eleições e do Círio de Nazaré, o Circular acontece em um período em que Belém ainda vive o movimento das celebrações nazarenas. Parte da programação também dialoga com esse momento, reunindo manifestações artísticas, exposições e experiências que aproximam o público da história e da cultura da cidade.

Uma das principais novidades desta edição será a liberação de um trecho da Rua Siqueira Mendes exclusivamente para pedestres. Entre as ruas Joaquim Távora e Dom Bosco, o trânsito de veículos ficará bloqueado durante a programação na Praça do Carmo.

É a primeira vez que o Circular realiza uma edição com essa experiência, ampliando o espaço para caminhar, circular e aproveitar as atividades culturais com mais segurança, especialmente para as crianças.

A Praça do Carmo, um dos principais pontos de encontro do projeto, receberá duas atrações especiais. Pela manhã, a 18ª edição do Circuitinho Circular convida crianças de 5 a 11 anos para uma caminhada de educação patrimonial pelas ruas da Cidade Velha.

A concentração será às 8h30, em frente ao Museu de Arte de Belém (MABE), com saída às 9h e encerramento na praça, com apresentação da Banda da Tia Ot. Às 18h30, será a vez de Mestre Solano ocupar o palco do Circular Apresenta, levando ao público sua guitarrada e os ritmos amazônicos e caribenhos que marcam sua trajetória musical.

Circuitinho, que neste domingo sairá do MEP. Foto: André Butter

Arquitetura e memória

A Casa Rosada, edificação do século XVIII preservada pelo Grupo Alubar, volta a abrir suas portas para visitas guiadas com o historiador Michel Pinho. Já o Roteiro Geo-Turístico da UFPA percorre lugares ligados à presença do arquiteto Antônio Landi na cidade, enquanto o Fórum Landi oferece exposições e atividades que convidam o público a conhecer diferentes aspectos do patrimônio histórico.

Na Campina, a Associação Fotoativa promove oficinas de desenho abstrato e cianotipia. O Sesc Ver-o-Peso apresenta exposições de fotografia e artes visuais, enquanto a Galeria de Arte da UFPA reúne obras de 63 artistas da Coleção Amazoniana de Arte. Na Cidade Velha, os museus estaduais integram o circuito com exposições, incluindo Lá vem a corda, no Museu Histórico do Estado do Pará, em diálogo com a tradição do Círio.

A programação também movimenta a economia criativa, com feiras, gastronomia, música e produção autoral. Entre os espaços participantes estão o Casarão Mairí, com o retorno da Feira Jenipapo; a Cas’Amazônia Brasil, que volta ao circuito com atividades ao longo do dia; e o Café Santo Pizzaria Artesanal, que passa a integrar o projeto nesta edição.

No Reduto, o Instituto Letras que Flutuam promove atividades relacionadas à tradição das letras pintadas nas embarcações amazônicas, enquanto o Casarão da Rádio Margarida recebe o espetáculo infantil Dona Árvore e o Passarinho.

São diferentes possibilidades de percorrer os três bairros, visitar espaços nem sempre acessíveis ao público, conhecer a produção artística local e participar de experiências que aproximam a cidade de sua própria história.

Joelma Kláudia canta no Pimenta na Cuia, às 19h30. Foto: Cláudio Ferreira

 

A programação completa: aqui

A 63ª edição do Circular Campina Cidade Velha tem patrocínio do Grupo Alubar e apoio da Renner e da Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Fórum Landi e dos Mercedários/UFPA.

Texto: Luciana Medeiros | Fotos: Cláudio Ferreira
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