Seminário celebra 15 anos do Roteiros

Fotos: Cláudio Ferreira

Projeto de extensão da UFPA, um dos mais antigos parceiros do Circular, celebra a data com seminário e exposição fotográfica.

O Roteiro Geo-Turístico está celebrando 15 anos de atividades e, nesta sexta-feira, 15, dá continuidade à programação do seminário “15 Anos Roteiros Geo-Turísticos”, no Fórum Landi, na Cidade Velha. Gratuita e aberta ao público em geral, a programação, que vai até 18h, é uma forma de olhar para a história construída pelo projeto e projetar novas metas.

Neste segundo dia, além de reunir representantes dos roteiros realizados em Outeiro, Icoaraci, Cametá, Marabá e Vigia, na mesa “Monitores: entre a formação acadêmica e a prática extensionista”, a partir das 14h, também receberá o Circular Campina Cidade Velha.

A partir das 14h, será debatido o tema “Construir juntos: parceiros institucionais ao longo de 15 anos”, mesa que contará com a participação da presidente da Associação Circular, Luci Azevedo, além de Cristina Azevedo (Iphan), Mário Lima (Instituto Ver-o-Peso), Roberta Rodrigues (Fórum Landi) e Paulo Nunes (Uepa/Unama).

Ao longo de 15 anos, as caminhadas guiadas realizadas dentro dos Roteiros Geo-Turísticos têm ajudado a divulgar as histórias e memórias da cidade de Belém e de outros municípios paraenses, revelando aspectos pouco abordados nos roteiros turísticos tradicionais.

Com isso, o projeto de extensão do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Pará (PPGEO/UFPA) tem contribuído para uma reconexão dos próprios habitantes com o espaço em que vivem, além de oferecer aos visitantes um panorama mais aprofundado de cada lugar.

Para participar, basta se inscrever no local. As vagas estão restritas aos 70 lugares do auditório do Fórum Landi. Haverá emissão de certificados com carga horária para os participantes que cumprirem ao menos 75% de presença.

Olhando a própria história

“O seminário tem o objetivo de congregar as pessoas que colaboraram com os Roteiros ao longo desses 15 anos, sejam professores, discentes, poder público, sociedade civil, empresariado, universidade, enfim, todas as instituições que contribuíram com o projeto”, destaca a professora Maria Goretti Tavares, coordenadora da iniciativa.

Na abertura, realizada no dia 14, ocorreu a mesa institucional “Ensino, pesquisa e extensão: a universidade pública em diálogo”. Além da professora Goretti, participaram dessa primeira conversa Magaly Caldas, doutoranda do PPGEO/UFPA; o professor Nelson Souza (Proex/UFPA); as professoras Aline Beckmann e Edila Moura (IFCH/UFPA); o professor Eder Mileno (PPGEO/UFPA) e o professor Tiago Barreto (FGC/UFPA).

Também foi abordado o tema “Conhecimento coletivo: o papel dos professores consultores”, com os professores da UFPA Álvaro Negrão do Espírito Santo, Aldrin Figueiredo e Saint Clair Trindade Jr.

À tarde, ocorreu a mesa “Construção coletiva: pessoas que caminham com o projeto”, com a participação da professora Auriléa Abelem (AAPBEL), do professor Cincinato Marques (UFPA e coletivo Casarão do Boneco) e da conselheira da Associação Circular Campina Cidade Velha, Dorotéa de Lima.

Roteiros apresentaram novos caminhos

Desde 2011, o projeto “Roteiros Geo-Turísticos” une história, geografia e turismo em passeios imersivos, que funcionam como aulas a céu aberto, tendo como ponto focal a valorização da cultura e do patrimônio material e imaterial. Ao todo, são mais de doze roteiros elaborados em diversos bairros de Belém e também fora da capital, conduzidos a partir de diferentes temáticas.

É o caso do roteiro da Belle Époque, que agrega vários logradouros nos bairros da Campina e Nazaré e que vai compor a programação da edição do Circular do dia 7 de junho, tendo o Cinema Olympia como um dos destaques.

“A contribuição principal desses roteiros é abordar a questão do patrimônio material, imaterial e natural, da cultura, da história e da geografia, para que as pessoas entendam a importância do patrimônio da cidade e reforcem o sentimento de pertencimento. Também buscamos estimular a compreensão da importância de defender a cidade em um sentido amplo, pensando em melhor qualidade de vida”, explica a professora Maria Goretti.

Ela ressalta que, diferentemente dos roteiros turísticos convencionais, não é apenas o belo que é apresentado aos participantes. “A gente fala também dos problemas da cidade. Discutimos a questão conflituosa do patrimônio, do lixo, da violência e da circulação. Então, são roteiros que têm uma análise crítica”, completa a coordenadora.

Ao chegar ao marco de 15 anos de atividades, Goretti projeta a continuidade e o aprofundamento das ações do projeto. “Os roteiros vão continuar, sempre com a perspectiva de pensar também novas temáticas. É importante citar o protagonismo dos monitores, que são estudantes da graduação e da pós-graduação em Geografia, principalmente, mas também contamos com a participação de alunos do Turismo, História e Arquitetura, que vêm contribuindo ao longo desses 15 anos”, conclui.

Texto: Aline Monteiro | Edição: Luciana Medeiros | Fotos: Cláudio Ferreira
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