2025 é o ano menos quente do resto de nossas vidas

O alerta foi feito por urbanista no painel de expectativas para a COP-30 em Belém que abriu os debates do 4o Fórum CIrcular – Patrimônio, Clima e Sustentabilidade, nesta quinta-feira, 30, na Casa da Linguagem, onde a programação segue hoje, 31, das 9h às 18h.

“Como vocês têm sentido o clima este ano? Vocês acham que está muito quente? Está especialmente quente? Então aconselho, vão para a rua e aproveitem, porque esse é o ano menos quente do resto da vida de vocês”. Lucas Nassar.

Diretor geral do Laboratório da Cidade, Nassar fez uma reflexão sobre o contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que ocorre em Belém, neste mês de novembro, a COP-30, destacando que todos os esforços mundiais são para deter o avanço dessas mudanças, mas não para revertê-las. “Existe um mito de que as mudanças são reversíveis. Ainda não temos tecnologias capazes de fazer isso, talvez no futuro.”

A pauta internacional, lembrou Nassar, se dividirá entre ações de mitigação, para conter os danos, diminuindo as emissões de CO² até 2050, e ações de adaptação. É nessas últimas que estarão concentrados os esforços dos países do Sul Global, que não estão entre os maiores emissores, mas precisam lidar com a vida em um mundo mais quente.

Joana Menezes e Lucas Nassar. Foto: Aryanne Almeida

Impactos sobre os bens culturais.

Nassar lembrou que a Unesco, órgão das Nações Unidas para a educação e cultura, considera as mudanças climáticas como a maior ameaça ao patrimônio cultural no mundo, sejam paisagens naturais, patrimônio construído ou obras de arte – bem mais do que a falta de investimentos ou questões como a gentrificação.

Consequências como deslocamento de populações por conta de emergências climáticas também têm levado à perda de saberes ancorados na relação com o território.

Esse é um aspecto que deve ganhar corpo nos debates de Belém, afirma o arquiteto, lembrando, no entanto, que essa preocupação com a cultura é mais recente nas conferências.

“A COP de Baku (a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Baku, no Azerbaijão), no ano passado, foi a primeira a ter um Pavilhão de Cultura”, disse, para a surpresa da plateia. “Provavelmente essa COP será também mais democrática, porque as anteriores ocorreram em países com regimes autoritários”, completou o arquiteto.

O 4º Fórum Circular Campina Cidade Velha segue nesta sexta-feira, 31, na Casa da Linguagem, com debates das 9h às 18h e programação musical no Palco Renner a partir das 18h, na Praça do Carmo. Patrocínio da Lojas Renner e apoio da Fundação Cultural do Pará, via Casa da Linguagem, e UFPA, via Fórum Landi e ICA – Instituto de Ciências da Arte.

Texto: Aline Monteiro

Edição: Luciana Medeiros

Fotos: Aryanne Almeida

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