“Experiência Avintura” faz degustação com experiência sensorial

Núbia de Freitas e Thonnys Athos, promovem uma aula sobre vinhos. Foto: Acervo Avintura

Participantes são convidados a viver a vida com presença e atenção, por meio de degustação especial. E se conhecer o mundo dos vinhos for uma aventura? Essa foi a premissa do Avintura, há quase seis anos.

O bar de vinhos e adega que habita o número 251 da Rua Carlos Gomes, na Campina, e integra a Rede Circular, leva isso a outro patamar na “Experiência Avintura”: o evento promove uma degustação de vinhos que destaca o sensorial, onde os “aventureiros” vertem suas taças de olhos vendados.

Uma nova edição da “Experiência Avintura” está marcada para o próximo dia 4 de março, quando os participantes poderão degustar 5 rótulos – não divulgados, para preservar o sentido de mistério da proposta –, antepastos e água.

Em um tempo de duas horas e meia a três horas, entre um gole e outro, os idealizadores e proprietários do espaço, Núbia de Freitas e Thonnys Athos, promovem uma aula sobre vinhos. Com isso, despertam o paladar para as texturas, cheiros, diferentes sabores e detalhes sobre a bebida.

A proposta surgiu da própria experiência do casal, ambos pessoas com deficiência visual, que transformaram a paixão pelo vinho em uma forma de conexão com os próprios sentidos e com o outro.

“O ‘Experiência Avintura’ surgiu primeiro fora de Belém, em eventos. Fizemos em Bento Gonçalves, com quase 300 pessoas vendadas, em São Paulo… Não é aquela proposta da tradicional degustação às cegas, em que as pessoas tentam adivinhar qual é o vinho: a nossa ideia é sensorial”, diz Thonnys Athos.

Núbia explica que a proposta da experiência é desacelerar o corpo e ativar percepções que, no cotidiano apressado, passam despercebidas. Ao conduzir o público por uma degustação às cegas, ela provoca um deslocamento sensorial que amplia a escuta interna e a relação com o próprio paladar.

“Quando você reduz a visão, abre espaço para introspecção e autopercepção.
No silêncio, a gente percebe melhor os aromas, a temperatura e o caminho que o vinho percorre no corpo.”

Para Thonnys, o evento “tem um fator social”, para que as pessoas entendam a deficiência visual. “A nossa ideia é também levar o mundo da pessoa com deficiência visual e de como é parar e prestar atenção às coisas.”

O evento é para pessoas maiores de 18 anos e não exige nenhum conhecimento específico sobre vinhos. Mas também abraça quem já é especialista no assunto.

“A gente sempre faz uma experiência mais didática, dando informações sobre vinhos, mas, mesmo para pessoas com muito conhecimento a respeito, acaba sendo um momento diferenciado. Sentimos isso nos eventos que fizemos fora de Belém, quando tivemos grandes especialistas em vinho participando, como pessoas da Evino”, conta o casal.

Saiba mais: @avinturavinhosfinos

Texto: Aline Gomes | Edição: Luciana Medeiros | Fotos: Acervo Avintura

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