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Lives sobre memória e cultura alimentar

Uma das características do Circular é promover o diálogo sobre nosso patrimônio cultural.

Neste domingo, 7 de junho, a 31ª edição do projeto, a segunda em versão digital, por causa do isolamento social em combate ao novo coronavírus, as lives vão preenchendo a lacuna deixada pelas impossibilidade de realizarmos rodas de conversa presenciais. Duas delas serão conduzidas por parceiros já veteranos Goretti Tavares e Michel Pinho.

“É um bairro importante por ser um bairro industrial na época da borracha. Então, ainda temos muita memória com os prédios das antigas fábricas. Hoje ele tem uma outra função. ”

“Patrimônio e Memória no Bairro do Reduto” é a live que a professora da Faculdade de Geografia da UFPa, Maria Goretti Tavares, coordenadora do Projeto Roteiro Geo-Turístico, vai realizar, às 11h, com Auriléa Abelém, pelo instagram da professora (@goretti_tavares).

“É um bairro importante por ser um bairro industrial na época da borracha. Então, ainda temos muita memória com os prédios das antigas fábricas. Hoje ele tem uma outra função. É um bairro de passagem, mas também da localização de bares, tem o baixo e o alto Reduto. Vamos falar dessa memória e do que é hoje”, explica Goretti.

Principal consultora para a criação do Roteiro Geo-Turístico do Reduto, em 2013, a socióloga Auriléa Gomes Abelém, viveu mais de 40 anos no bairro. Ela lembra das lojas da família, onde as trabalhadoras das fábricas de castanha do local se aglomeravam nas compras e no pagamento das dívidas anotadas nos antigos cadernos de crédito, quando não existiam os cartões.

“A esquina da Trav. Benjamin com a 28 de setembro era a Ferreira Gomes Ferragista, do meu bisavô. Já nasci andando ali pelo Reduto. Depois, meu pai era sócio da Frigopar, frigorífico que funcionou ali e que trazia carne de Goiás por um (avião) catalina. Na outra esquina era a Loja Jorbem, me casei com um dos sócios de lá. Então, aquela esquina simboliza muito a minha história com o bairro”, lembra.

Fome de Cultura

A outra live com temática do patrimônio vai desenrolar um bate papo sobre como a alimentação faz parte da criação de uma identidade tão forte, como é o caso da Amazônia e de Belém. Intitulada “Fome de Cultura – Gastronomia e Patrimônio”, a live será comandada pelo historiador Michel Pinho, parceiro que promove passeios pelo Centro Histórico nas edições do Circular, às 18h.

“Um dos itens que vamos debater é porque determinados meses do ano são tão significativos do ponto de vista alimentar, como é o caso do Círio e agora o mês de junho”, diz Michel Pinho.

O papo terá a participação da historiadora Sidiana Ferreira, professora da UFPa. Ela conta que a ideia de patrimônio alimentar é ainda novo, apesar de ser uma “realidade antiga”.

“Porque os hábitos alimentares recebem justamente essa identidade dessa sociedade. O que essa sociedade come diz muito sobre ela. E não é só o prato. São também as técnicas de elaboração desse prato e como as pessoas comem e o saboreiam. O que nós escolhemos comer, diz mais sobre nós do que podemos imaginar”, explica.

NOSSA PROGRAMAÇÃO – ACESSE
Domingo, 7 de junho
Patrimônio e Memória no Bairro do Reduto – 11h (@goretti_tavares)
Fome de Cultura – Gastronomia e Patrimônio – 18h (@circularcampinacidadevelha)
Confira tudo que vai rolar na 31ª edição: https://bit.ly/Circular31

Atualizado: 7 de jun. de 2021

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